domingo, 4 de agosto de 2019

Different Pulses 

It's a dark night at an amusement park. 

As he goes round on a black horse on the carousel, feels the breeze gently stroking his cold and white pale face. It's just like the movies, in slow motion. At distance, he sees himself from an outsider perspective with a blurred lens camera as it starts to drizzle. Feels so nostalgic, rather sad, but he's in peace in the meantime somehow. He figures a still-life of a rotten peach with wicked joy. Wanted to stop the world, the Capricious Boy, just to make it spins all over again. Yet despite of his wish, the world didn't stop itself, not even for a second; without a glimpse of him. And that was the only thing that kept him alive.

Originally posted in March 28th

 ORIGAMI LOVE ENTROPY


O amor é uma dobra-dura:
Dobra e se desdobra
Se vira e desvira
E se o vir por aí, diga que eu volto logo
O fim é o começo, de cabeça para baixo! 

Postado originalmente em 29 de julho de 2018

Portuñol sentimental 

Cumpleaños

Ando muy sensible estes días, fuera de mi estado normal. Tal vez lo que pasa sea mi antecipación de mis cumpleãnos, de aquí a una semana. Todos los veinte dos de Julio lo mismo se sucede. Un malestar que, al mismo tiempo, me lleva al pasado y al futuro. Un pasado presente y un presente futuro. Me pregunto si lo contrario es de hecho posible. Quisiera asistirlo, saludarlo y charlar con ello de una manera sencilla y leve. 

Yo, el viejo él

Si yo fuera más viejo, me reíria de este texto. Lo vería como la expresión de alguién que juzga decir lo que vivió como algo importante dentro de 23 años. Me parece que no pudiera ser diferente. La vejez tiene un carácter verdaderamente arrogante, mientras la juventud un carácter falsamente arrogante. Ambos siempre representarán una incompletud. Eres nuevo hasta que se quede viejo. Por el momento decirlo es la única manera que he encontrado de trasformar lo que siento en palabras para que esto salga de mí, tenga vida propia y se va, como un mijo querido. 

sábado, 13 de julho de 2019

Minha solitude solidão

Depois de tanto tempo sozinho ainda não me acostumei à solidão...


sexta-feira, 12 de julho de 2019

Hoje Carol foi despedida.


Começo meu dia pelo fim e a frase com uma sentença. Depois disso nada mais se passou além de choro, medo e solidão. Aconteceu mais uma vez: a despedida chegou e, como entrou, foi-se em boa hora. Eu sei, isso não é sobre mim. Afinal de contas a demissão não foi minha. Fiz questão de me sentir culpado para me livrar da culpa e seguir o-caminho-virtuoso-de-sempre. Agora, neste exato momento, eu não me sinto mal por verbalizar este sentimento: eu estou triste. A única versão a que eu tenho acesso é a minha, mesmo. Por mais bem intencionado e empático, eu ainda não era Carol e não poderia me sentir por ela, só através de mim mesmo, como um local de fala. 

Eu queria poder descrever o que eu senti no momento em que Carol foi despedida como uma cena naturalista. Descrição pura e morta. Antes do evento a gente conversava sobre minha ansiedade. Revelei que sofria de antecipação. Tentei acalmá-la, sem sucesso. Ela sabia o que estava me dizendo, embora pecasse do mesmo pecado. Conversávamos sobre essas fragilidades em inglês, por nenhum motivo em especial. Talvez pensá-las em inglês facilitasse, uma vez que não era nossa língua materna e não tínhamos o viés emocional atrelado. No final tendo a pensar que tanto faz porque nosso inglês não é complexo a tal ponto, de modo que se o fosse, perderia toda sua capacidade compreensiva. 

Depois disso ela me trouxe café e brevemente falamos de Lauana. Ela tinha levado marmita que sua cunhada lhe tinha feito, assim poderia "salvar" dinheiro para sua viagem a Malmö. Daria tempo até sua perna voltar ao normal. Quanto a mim o de sempre. Sempre como tarde e evito as horas do relógio do computador na empresa, com a ilusão de que aquilo que eu não vejo, existe. Enrolei mais uma vez na cama porque meu irmão não saía do banheiro. Felizmente não me atrasei, cheguei em tempo para ver o desfecho do dia: eu triste, minha mãe feliz e o dia lá fora, apesar de mim.